Boa.
CLÓVIS ROSSI
Prefiro os piratas da Somália
SÃO PAULO - Deu no "Wall Street Journal", que não é exatamente um jornal antimercado ou nada que se pareça com isso: durante o período em que se gestou a crise que está pondo o mundo de joelhos, 15 executivos de grandes firmas financeiras e construtoras ganharam, cada um, mais de US$ 100 milhões (R$ 240 milhões, o suficiente para comprar, digamos, 34 jatinhos LearJet, versão mais luxuosa, para citar um exemplo que essa gente certamente entende). Acrescenta o "Journal": "Quatro desses executivos, incluídos os presidentes de Lehman Brothers e Bear Stearns, estiveram no comando de companhias que foram à bancarrota ou viram cair 90% o valor das ações [dessas empresas]". É bom lembrar que o derretimento da Bolsa de Valores nos Estados Unidos levou os detentores de ações a perderem montantes inacreditáveis. Para o "Journal", foram US$ 9 trilhões, para o editorial desta Folha de ontem, um pouco menos (US$ 7 trilhões) -em todo o caso, perdas que equivalem a sete, oito ou nove "brasis", dependendo do número que se aceitar como mais próximo da realidade. O "Journal" fuçou as declarações financeiras de 120 companhias de capital aberto em setores como a banca, financiamento de hipotecas, empréstimos para estudantes, corretagem de bolsa e construção -ou seja, aqueles que estão no epicentro do terremoto. A análise mostrou que "os principais executivos e os membros das diretorias dessas firmas embolsaram mais de US$ 21 bilhões durante os últimos cinco anos", os anos em que inflou a bolha que explodiu. Depois ainda tem gente que se opõe a uma regulação e supervisão mais rígidas no setor financeiro, alegando que podem estrangular a criatividade. Se se trata da criatividade apontada pelo "Journal", que estrangulem. Os piratas da Somália parecem gente fina perto deles.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2111200803.htm
Escrito por Mateus às 17h53
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Dias de espera...
Fiquei um puta tempo sem postar nada. Tava quase esquecendo disso aqui.
O fato é que ainda aguardo pelo meu visto. Semana que vem completam sessenta dias de espera. Me disseram que é assim mesmo, pra eles liberarem visto demora. Até aí tudo bem, só que tem um problema operacional que me atrapalha um pouco.
Não sei como estão as coisas pelos outros países da Europa ou pelo resto do mundo, mas aqui na Suíça a coisa ta feia pra quem não tem visto. Os brasileiros que residem aqui me dizem que antigamente era muito mais fácil encontrar emprego sem visto, mas que atualmente anda “quase impossível”. Não tive oportunidade de ver de perto, mas pelo que ando lendo, nos demais países europeus a linha dura ta tomando conta da situação. Andam endurecendo as coisas. Tudo bem, não vou reclamar de não conseguir fazer algo ilegal né! Mas o tempo vai passando, nada de visto e meu dinheiro tem um fim que, diga-se de passagem, está próximo.
Me resta estudar. O problema, e não sei se acontece com todo mundo, é que quando eu fico nessa puta expectativa esperando o visto e preocupado com a questão da grana e tudo mais, não consigo estudar direito. O pior foi até o final da semana passada, agora acho que já deu pra acalmar um pouco. Aproveito o ócio e dou um tapa na língua dos Vikings também, comprei uma edição da Harper Collins (UK) do Senhor dos Anéis e leio (com o pai dos burros ao meu lado) religiosamente dez páginas diárias. Além do meu amigo Nicolas. Mas vamos manter o foco no francês, afinal de contas foi pra isso que eu vim...
Escrito por Mateus às 17h46
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